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Home Archive for outubro 2015
Objectivo em Erasmus: visitar Amesterdão ✓

É verdade que esta era já uma viagem de sonho para mim e mesmo que tenha sido por apenas dois dias, posso dizer que adorei a cidade, as suas diferenças e particularidades e prometo lá voltar (até porque vou mesmo voltar).

A viagem foi mesmo barata, apenas paguei 11 euros. É nestas alturas que fico mesmo feliz por estar no centro da Europa!



É impossível descrever as ruas da cidade. Eu passava mais tempo a passear nessas ruas do que realmente a ver um museu. Existem canais em todas as ruas e as casas são muito bonitas também. Talvez um dia tenha a minha casinha à beira de um canal, em Amesterdão ;)



Visitei a Casa da Anne Frank, um museu considerado como imperdível numa visita à capital holandesa. A verdade é que a visita é cara e saí do museu, à espera de mais. A fila era enorme (dava a volta ao prédio todo) e só cheguei à porta uma hora depois. Depois disso, entramos finalmente na casa, mas só depois de passarmos por várias salas com fotografias e ecrãs com vídeos que explicavam a vida da família Frank no período da 2ª Guerra Mundial. 


Quando passei para o anexo, a parte secreta do prédio onde a família vivia, já me sentia mais naquela altura e na pele de um deles. O espaço era muito apertado e por isso cada pessoa tinha de ir à vez, para além disso as escadas mesmo em frente eram mesmo muito inclinadas e era muito fácil bater nalgum lado. 
Os quartos não tinham qualquer mobília, por pedido do pai de Anne Frank, o único sobrevivente da família após os campos de concentração. A maior parte dos pertences das família tinham sido levadas pela Gestapo e Otto Frank pretendia que o vazio das salas simbolizasse o vazio nas famílias judias. 
P.S: não se podiam tirar fotos dentro do museu, mas estas servem só para ilustrar.

Entrámos em cada um dos quartos e podemos ainda entrar no quarto de Anne, com as colagens de revistas de celebridades na parede. O quarto ainda têm o papel de parede original e por esse motivo está protegido e ninguém pode tocar-lhe. 


Todas as janelas estavam fechadas também para representar o dia da família no anexo, visto que não podiam abrir as cortinas nem um bocadinho para ninguém perceber que eles estavam lá escondidos.
O único contacto que eles tinham com a rua era através de uma janela no piso de cima, onde morava a outra família. Anne abria-a todos os dias à tarde para poder sentir o vento na cara.

A partir daí, começam memórias e documentos da altura em que a família foi descoberta e levada para diferentes campos de concentração. Podemos ainda ver o diário original, onde Anne escreveu todos os pensamentos e que toda a gente já leu. 

Concluindo, gostei da visita mas esperava muito mais de um sítio tão importante como este. 



Sim, este é o Red Light District, famoso pelas prostitutas que estão à janela, em pequenas lojas e que qualquer pessoa posso ver. Na verdade, é desconfortável e ficava um pouco incomodada por turistas levarem as crianças para aquele sítio. De facto, o vermelho é predominante naquela zona por causa das luzes das janelas onde elas estão mas sinceramente, esperava que fosse pior. 



O segundo dia serviu essencialmente para passear com mais calma e poder andar de bicicleta, algo completamente louco em Amesterdão. 
A quantidade de bicicletas na cidade ultrapassa o número de habitantes, de certeza. Toda a gente utiliza este meio de transporte porque a cidade é mesmo plana, existem sinais e ciclovias destinadas à bicicleta mas é difícil partilhá-las com os holandeses. Eles estão bem mais habituados que nós e por esse motivo andam bastante rápido, fazem ultrapassagens bem encostados a nós e usam e abusam da campainha para se queixarem da tua lentidão ou se estás a fazer alguma coisa mal. 
No entanto, recomendo mesmo o uso da bicicleta, especialmente se a visita for curta, já que se vai bastante rápido para qualquer sítio. 


Nesse dia, domingo, estava a decorrer a famosa maratona de Amesterdão que atrai pessoas de todos os países do mundo. Esse evento perturbou um bocado o trânsito mas não impedia a visita à cidade. Penso que estavam mais de 10.000 pessoas a participar na maratona.



Por fim, foi um óptimo fim-de-semana. Começo a adorar a Holanda e sei isso porque já me apetece voltar, hoje ainda, se pudesse; só me falta aprender umas palavras em holandês.


Parece que chegaram as temperaturas baixas. Sabia que ia acontecer mas não para já, em pleno outono. O pico da temperatura máxima, desde segunda-feira, tem sido 5º graus. Se os portugueses me vissem de cachecol, luvas e gorro diziam que estava no Pólo Norte. Pelo que sei, Lisboa continua com temperaturas óptimas, mesmo nesta altura do ano. Parece que agora já dou razão às pessoas que diziam: "vais passar muito frio, não sabes no que te estás a meter". Sim é verdade, no entanto, até gosto. Lado positivo da história: estas temperaturas significam que vai nevar em breve ❄❄❄

Como escrevi no último post, fui a Bruxelas no fim-de-semana. Desta vez, preferimos andar pelas ruas a absorver a cidade, sem passar por grandes pontos turísticos e sem qualquer plano (o que é bastante difícil para mim).





Finalmente, fomos ao Delirium Café, o bar de cervejas mais conhecido de Bruxelas. Optámos por ir ao maior e mais conhecido (existem vários espalhados pela cidade), perto das Galeries Saint Hubert, e estava completamente cheio de turistas que queriam, tal como nós, provar as tão famosas cervejas belgas. 






Como não aprecio o sabor da cerveja (para já), optei por uma com sabor a chocolate. Pode parecer incompatível à primeira vista mas a verdade é que é bastante boa. Não estava à espera mas ainda bem que experimentei. Eu sei que vou ter de passar a beber "cerveja a sério". Ou se odeia ou se aprende a gostar e para já, odeio.

Por hoje é tudo porque a partir de amanhã começo outro fim-de-semana bastante preenchido.
Até ao próximo post!

Percebi que este sábado, dia 10, faz um mês que aqui estou. Sinto que o tempo passou a correr mas ao mesmo tempo pensei: "só um mês?". A verdade é que acho que durante este mês, já aprendi, passeei, cozinhei mais do que no mesmo período de tempo em Lisboa. Quando estamos em casa, acabamos por nos habituar e não sair da nossa rotina e desde que cheguei à Bélgica, sinto que cada dia é diferente. Não consigo planear um dia e realmente passá-lo como desejava, há sempre algo novo para fazer, um sítio para ir ou simplesmente a chuva aparece e estraga-te os planos.

Esta semana provei uma nova cerveja: a Timmerman's Peche. Na verdade, ia beber mais do mesmo (uma Somersby) e esta é uma versão belga equivalente, mas com sabor a pêssego. Gostei bastante e acho que vai ser a minha bebida de eleição aqui!



Depois de uma semana com sol e tempo relativamente bom (contento-me com uns 18 graus), a chuva voltou a dar o ar da sua graça aqui. Aproveitei para cá ficar, a conhecer os cantos da cidade.

Fui ao Museu Hergé, criador do Tintin, constituído por 3 pisos de paredes cheias de banda desenhada. Na verdade, a história do Walt Disney Europeu é curiosa e vale a pena visitá-la. No primeiro domingo de cada mês é grátis e claro que não podia deixar de lá ir, acima de tudo, por estar localizado em Louvain-la-Neuve. Na verdade, não sei porque razão o museu mais importante do Tintin e do seu criador é na cidade da universidade mas não importa. Mesmo por fora, o edifício mostra a sua contemporaneidade. Nada a ver com o resto da cidade mas a verdade é que lhe fica bem...





No último fim-de-semana também houve tempo para matar saudades dos amigos de Lisboa e dos que estão na mesma aventura, mas noutros cantos da Europa.

Amanhã vou a Bruxelas (outra vez). Parece que não me canso de lá ir... 
Até ao próximo post!
Posso dizer que este fim-de-semana foi um desperdício para uns e muito bem aproveitado para outros visto que só passeei e deixei os estudos de lado.

No sábado visitei Bruxelas (porque nunca é demais visitar a capital, que começo a adorar cada vez mais). Desta vez, explorei a cidade de uma forma diferente : bicicleta. De facto, é  relativamente fácil fazê-lo, visto que a cidade é plana e possui ciclovias no centro. Visitei as instituições europeias, o Parque do Cinquentenário e ainda o Mont des Arts, o nome mais indicado para chamar àquele lugar onde se encontram os museus mais emblemáticos da cidade.
De facto, Bruxelas é uma cidade que começa a surpreender, não na primeira visita mas sim após começares a explorar os seus encantos característicos. Cheguei à conclusão que não é o Manneken Pis, nem o Atomium, nem qualquer sítio coberto de turistas que te vai fazer apaixonar pela capital. Penso agora que é uma boa cidade para se viver... talvez um dia!





No domingo conheci a tão famosa Bruges, chamada de "Veneza do Norte". Foi das cidades mais bonitas onde já estive e recomendo a visita a toda a gente. No entanto, qualquer turista deve-se preparar para a confusão nas ruas e filas nos monumentos que fazem parte de todos os guias de viagens. 
Foi neste dia que percebi a diferença entre o norte e o sul da Bélgica e acima de tudo, de Bruxelas. As diferenças culturais são marcadas, mesmo quando a identidade belga se mantêm. Para além disso, a cidade, por si só, parece um mundo à parte no próprio país, com os canais, as pontes e os edifícios a fazer lembrar as cidades medievais de que só ouvimos falar nas aulas de História. 
Tenho a certeza que voltarei lá em Novembro, onde há um mercado de Natal que atrai milhares de visitantes. Talvez ainda tenha a sorte de ver neve!





No entanto, tivemos azar com os transportes na viagem de volta. Aparentemente, um homem atirou-se para a linha do comboio e quando chegámos à estação de Bruges, as partidas para Bruxelas estavam com atrasos de uma hora, no mínimo.
Nem tudo pode ser perfeito! 
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Ana Catarina Mateus | 20 anos | Lisboa | Estudante
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