Portuguesa ou Wallon?

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Home Archive for 2015
Este post já vem atrasado, mas o que conta é a intenção por isso aqui vai:

No fim do mês de Novembro, recebi a visita esperada dos meus pais e do meu irmão. Foram uns dias intensos mas que serviram para os deixar descansados (não completamente mas depois de ler o post vão perceber porquê).

Eles chegaram numa quinta-feira, já um pouco tarde, e para acrescentar, estava a chover imenso nesse dia. De qualquer forma, levei-os ao centro de Bruxelas para verem os sítios mais importantes que não podiam esperar pela manhã seguinte, como a Grand Place, o Manneken Pis e as Galerias St. Hubert. A cidade já estava decorada para o Natal por isso as ruas estavam iluminadas por candeeiros e luzes.

 



No dia seguinte, começámos bem cedo e fomos visitar o Parlamento Europeu. Nunca tinha lá estado e como era gratuito, pensei em aproveitar a oportunidade. A visita, em si, não é nada de especial. O que mais gostei foi a visita ao Hemiciclo, a sala que se vê nas fotos, onde se fazem as sessões do parlamento. Não vemos muito mais que isso, mas compreende-se o motivo. De qualquer forma, tínhamos uns guias multimédia (em português) que acompanhavam toda a visita. 







Como podem ver, não tivemos grande sorte com o tempo mas isso já em dado adquirido na Bélgica. 
Seguindo da visita ao parlamento, fomos ao Parque do Cinquentenário e daí descemos até Shuman onde se situa a Comissão Europeia e muitos outros órgãos europeus. Aquela zona estava cheia de militares, tal como todas as praças importantes ou com muitos turistas na capital. Relembro que esta visita foi, exactamente, 8 dias depois dos atentados em Paris. 



De seguida, apanhámos o metro para ver o Palácio Real e o parque com o mesmo nome. A partir daí, descemos o Mont des Arts, que merece sempre uma fotografia. Depois disso, fomos à Cathédrale Saints-Michel-et-Gudule, que não fica nada atrás da Notre Dame na minha opinião.







Também houve oportunidade para provar os pratos característicos da Bélgica. As Moules Frites são um prato de ameijoas com batatas frias muito apreciado e conhecido, que todos os turistas gostam de provar. De facto, ainda não tinha experimentado este prato (pelo preço) e por desconfiar das ameijoas belgas no entanto, surpreendeu-me. Houve também espaço para chocolates e para gauffres.






Para poder visitar o Atomium e a Mini Europe, temos de ir para a ponta de Bruxelas e por isso andar de metro novamente mas são também pontos obrigatórios numa visita. Gostei da Mini-Europe apesar do preço exagerado. A verdade é que é engraçado encontrar todas as as capitais e cidades europeias representadas em ponto pequeno. Todos os países representados tinham uma pequena placa com informações e ainda um botão que permitia ouvir o hino de cada país. Aqui percebi mesmo a união da Europa e o facto de sermos iguais mas ao mesmo tempo tão diferentes. É por todos estes motivos que mostro todas estas fotos de monumentos que vi nesse parque, inclusive de Lisboa e do Porto.















No 3º dia, acordámos cedo com o objectivo de apanhar o metro em direcção à estação de comboios mas deparámos-nos com o metro fechado. Estávamos no dia em que tinha sido lançado o alerta na Bélgica. No entanto, nós não sabíamos disso e só o soubemos quando já estávamos em Amesterdão. Com excepção desse pormenor, o dia foi óptimo. Estava céu limpo, mesmo com 3º graus na rua. Foi bom voltar à cidade, em menos de um mês. Consegui ver sol em Amesterdão e de facto, a cidade fica bem mais bonita sem aquele céu escuro.









No último dia, decidimos passear pela cidade onde estou a viver. Como a partida era nesse próprio dia, não houve muito tempo para ver tudo o que gostava de mostrar.
Portanto, foi um bom fim de semana. De facto, parece que foi ontem mas esta visita foi há quase um mês atrás e daqui a 2 dias parto para Lisboa. A verdade é que já tenho algumas saudades de Portugal. Vai me saber bem recarregar as baterias (literalmente) por causa do sol que não tenho visto aqui e vou poder descansar, não estar preocupada em cozinhar, ver toda a gente e matar saudades. 
Até ao próximo post!

Pela primeira vez, visitei a Alemanha: um país que esteve sempre aqui perto mas que (não sei bem porquê) nunca atraiu a minha atenção. Juntaram-se duas portuguesas e duas espanholas e lá fomos nós!
A nossa viagem foi feita de autocarro, cerca de 9 horas para lá e outras 9h para voltarmos para a Bélgica! Apesar de terem sido feitas durante a noite, foi de longe das viagens menos confortáveis que fiz. Mesmo assim, essa noite mal dormida não nos impediu de passear imenso logo no primeiro dia. 
Fomos directamente à East Side Gallery, o que resta do muro de Berlim, e que está coberto de graffitis e pinturas. Um verdadeiro símbolo da liberdade de expressão! Durante toda a minha visita a Berlim, não conseguia parar de pensar no passado. Não foi assim há tanto tempo que estivemos em guerra e ainda se pode sentir as suas consequências na capital alemã.
  
Fomos andando ao longo do muro, até chegarmos à Alexanderplatz, uma zona com lojas, restaurantes e cafés, onde se situa também a Torre da TV, um símbolo de Berlim, que se pode avistar de qualquer parte da cidade.
Continuámos a seguir caminho com o objectivo de ver a Catedral de Berlim, um edifício muito bonito e imponente. Mesmo ao lado, começa a ilha dos museus, onde se concentram todos os museus mais "importantes", atravessados pelo rio.

No segundo dia, começávamos por ver o Checkpoint Charlie, um posto militar que dividia a antiga Alemanha Ocidental da parte Oriental. Uma zona cheia de turistas e onde era quase impossível tirar uma fotografia sem apanhar umas quantas pessoas a mais.


Novamente, andámos até ao parlamento alemão (Reichstag), que tem uma cúpula em vidro na parte superior. Para a visitar, era necessário reservar com antecedência e infelizmente, já não havia disponibilidade para os dias da nossa visita.


A partir daí, estávamos bastante perto do Portão de Brandemburgo, também um símbolo de Berlim, novamente apinhado de turistas. Ao lado, está o monumento em homenagem às vítimas do Holocausto, representado por pedras de perder de vista.


No último dia, tentámos aproveitar o melhor que Berlim tinha para oferecer: mercados. Confesso que foi o dia que mais gostei porque me senti como uma habitante da cidade e não como uma turista.
Antes disso, visitámos uma igreja destruída por bombardeamentos da 2ª Guerra Mundial, a partir dos quais só restou a fachada principal.


O Mauerpark, localizado num parque enorme ao lado do estádio, era diferente de todos os mercados a que já fui. Estava um dia de sol e parecia que as pessoas tinham ido para a rua para o aproveitar. Podia vê-los sentados na relva, a ouvir as bandas que davam verdadeiros concertos nesse parque, ou no mercado, onde havia roupas, comida, livros, móveis...
Nesse mercado, provei a currywurst, um dos pratos típicos mais conhecidos da Alemanha, uma salsicha com molho de caril: muito bom!


Sim, Berlim não é uma cidade turística com monumentos que aparecem nos filmes mas foi das capitais mais históricas que visitei e adorei! De certeza, voltarei para conhecer outras cidades.

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Ana Catarina Mateus | 20 anos | Lisboa | Estudante
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