Objectivo em Erasmus: visitar Amesterdão ✓
É verdade que esta era já uma viagem de sonho para mim e mesmo que tenha sido por apenas dois dias, posso dizer que adorei a cidade, as suas diferenças e particularidades e prometo lá voltar (até porque vou mesmo voltar).
A viagem foi mesmo barata, apenas paguei 11 euros. É nestas alturas que fico mesmo feliz por estar no centro da Europa!
É impossível descrever as ruas da cidade. Eu passava mais tempo a passear nessas ruas do que realmente a ver um museu. Existem canais em todas as ruas e as casas são muito bonitas também. Talvez um dia tenha a minha casinha à beira de um canal, em Amesterdão ;)
Visitei a Casa da Anne Frank, um museu considerado como imperdível numa visita à capital holandesa. A verdade é que a visita é cara e saí do museu, à espera de mais. A fila era enorme (dava a volta ao prédio todo) e só cheguei à porta uma hora depois. Depois disso, entramos finalmente na casa, mas só depois de passarmos por várias salas com fotografias e ecrãs com vídeos que explicavam a vida da família Frank no período da 2ª Guerra Mundial.
Quando passei para o anexo, a parte secreta do prédio onde a família vivia, já me sentia mais naquela altura e na pele de um deles. O espaço era muito apertado e por isso cada pessoa tinha de ir à vez, para além disso as escadas mesmo em frente eram mesmo muito inclinadas e era muito fácil bater nalgum lado.
Os quartos não tinham qualquer mobília, por pedido do pai de Anne Frank, o único sobrevivente da família após os campos de concentração. A maior parte dos pertences das família tinham sido levadas pela Gestapo e Otto Frank pretendia que o vazio das salas simbolizasse o vazio nas famílias judias.
P.S: não se podiam tirar fotos dentro do museu, mas estas servem só para ilustrar.
Entrámos em cada um dos quartos e podemos ainda entrar no quarto de Anne, com as colagens de revistas de celebridades na parede. O quarto ainda têm o papel de parede original e por esse motivo está protegido e ninguém pode tocar-lhe.
Todas as janelas estavam fechadas também para representar o dia da família no anexo, visto que não podiam abrir as cortinas nem um bocadinho para ninguém perceber que eles estavam lá escondidos.
O único contacto que eles tinham com a rua era através de uma janela no piso de cima, onde morava a outra família. Anne abria-a todos os dias à tarde para poder sentir o vento na cara.
A partir daí, começam memórias e documentos da altura em que a família foi descoberta e levada para diferentes campos de concentração. Podemos ainda ver o diário original, onde Anne escreveu todos os pensamentos e que toda a gente já leu.
Concluindo, gostei da visita mas esperava muito mais de um sítio tão importante como este.
Sim, este é o Red Light District, famoso pelas prostitutas que estão à janela, em pequenas lojas e que qualquer pessoa posso ver. Na verdade, é desconfortável e ficava um pouco incomodada por turistas levarem as crianças para aquele sítio. De facto, o vermelho é predominante naquela zona por causa das luzes das janelas onde elas estão mas sinceramente, esperava que fosse pior.
O segundo dia serviu essencialmente para passear com mais calma e poder andar de bicicleta, algo completamente louco em Amesterdão.
A quantidade de bicicletas na cidade ultrapassa o número de habitantes, de certeza. Toda a gente utiliza este meio de transporte porque a cidade é mesmo plana, existem sinais e ciclovias destinadas à bicicleta mas é difícil partilhá-las com os holandeses. Eles estão bem mais habituados que nós e por esse motivo andam bastante rápido, fazem ultrapassagens bem encostados a nós e usam e abusam da campainha para se queixarem da tua lentidão ou se estás a fazer alguma coisa mal.
No entanto, recomendo mesmo o uso da bicicleta, especialmente se a visita for curta, já que se vai bastante rápido para qualquer sítio.
Nesse dia, domingo, estava a decorrer a famosa maratona de Amesterdão que atrai pessoas de todos os países do mundo. Esse evento perturbou um bocado o trânsito mas não impedia a visita à cidade. Penso que estavam mais de 10.000 pessoas a participar na maratona.
Por fim, foi um óptimo fim-de-semana. Começo a adorar a Holanda e sei isso porque já me apetece voltar, hoje ainda, se pudesse; só me falta aprender umas palavras em holandês.
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