Pela primeira vez, visitei a Alemanha: um país que esteve sempre aqui perto mas que (não sei bem porquê) nunca atraiu a minha atenção. Juntaram-se duas portuguesas e duas espanholas e lá fomos nós!
A nossa viagem foi feita de autocarro, cerca de 9 horas para lá e outras 9h para voltarmos para a Bélgica! Apesar de terem sido feitas durante a noite, foi de longe das viagens menos confortáveis que fiz. Mesmo assim, essa noite mal dormida não nos impediu de passear imenso logo no primeiro dia.
Fomos directamente à East Side Gallery, o que resta do muro de Berlim, e que está coberto de graffitis e pinturas. Um verdadeiro símbolo da liberdade de expressão! Durante toda a minha visita a Berlim, não conseguia parar de pensar no passado. Não foi assim há tanto tempo que estivemos em guerra e ainda se pode sentir as suas consequências na capital alemã.
Fomos andando ao longo do muro, até chegarmos à Alexanderplatz, uma zona com lojas, restaurantes e cafés, onde se situa também a Torre da TV, um símbolo de Berlim, que se pode avistar de qualquer parte da cidade.
Continuámos a seguir caminho com o objectivo de ver a Catedral de Berlim, um edifício muito bonito e imponente. Mesmo ao lado, começa a ilha dos museus, onde se concentram todos os museus mais "importantes", atravessados pelo rio.
No segundo dia, começávamos por ver o Checkpoint Charlie, um posto militar que dividia a antiga Alemanha Ocidental da parte Oriental. Uma zona cheia de turistas e onde era quase impossível tirar uma fotografia sem apanhar umas quantas pessoas a mais.
Novamente, andámos até ao parlamento alemão (Reichstag), que tem uma cúpula em vidro na parte superior. Para a visitar, era necessário reservar com antecedência e infelizmente, já não havia disponibilidade para os dias da nossa visita.
A partir daí, estávamos bastante perto do Portão de Brandemburgo, também um símbolo de Berlim, novamente apinhado de turistas. Ao lado, está o monumento em homenagem às vítimas do Holocausto, representado por pedras de perder de vista.
No último dia, tentámos aproveitar o melhor que Berlim tinha para oferecer: mercados. Confesso que foi o dia que mais gostei porque me senti como uma habitante da cidade e não como uma turista.
Antes disso, visitámos uma igreja destruída por bombardeamentos da 2ª Guerra Mundial, a partir dos quais só restou a fachada principal.
O Mauerpark, localizado num parque enorme ao lado do estádio, era diferente de todos os mercados a que já fui. Estava um dia de sol e parecia que as pessoas tinham ido para a rua para o aproveitar. Podia vê-los sentados na relva, a ouvir as bandas que davam verdadeiros concertos nesse parque, ou no mercado, onde havia roupas, comida, livros, móveis...
Nesse mercado, provei a currywurst, um dos pratos típicos mais conhecidos da Alemanha, uma salsicha com molho de caril: muito bom!
Sim, Berlim não é uma cidade turística com monumentos que aparecem nos filmes mas foi das capitais mais históricas que visitei e adorei! De certeza, voltarei para conhecer outras cidades.
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